A cabeça que não desliga
Ela já está na quinta-feira enquanto o corpo ainda está na segunda, e continua trabalhando depois que a luz apaga.
Você pode continuar lendo exatamente como está. E, enquanto lê, talvez note que os ombros já começaram a descer sozinhos. Não precisa fazer nada com isso. Só perceber. É assim que começa: uma porta que fecha, uma voz baixa, e o seu corpo lembrando do que ele sempre soube fazer.
Quase nunca tem nome. É algo que você percebe no intervalo entre um compromisso e outro, e que some assim que alguém chama por você.
Ela já está na quinta-feira enquanto o corpo ainda está na segunda, e continua trabalhando depois que a luz apaga.
Funcionar no limite virou competência. Ninguém percebe, porque você não deixa ninguém perceber.
E o quarto vazio. Uma agenda lotada de gente e nenhuma pessoa com quem não precisar ser forte.
Um aperto sem endereço, às três da manhã, que nem você sabe explicar e que de manhã ninguém vê.
Dói na hora errada: no meio da reunião, no sinal fechado, na cama. Virar a página de um relacionamento que acabou sem acabar.
Alguém se foi e deixou tudo nas suas mãos. Ninguém perguntou se as mãos aguentavam, e você respondeu que sim, como sempre.
Você não precisa chegar com nada resolvido. Nem com nada para resolver.
A casa, a viagem, a mesa reservada, o carro que chega antes de você pedir. Tudo o que se compra apontando o dedo, você já tem.
O que não se compra apontando o dedo é um tempo em que ninguém quer nada de você. E quando enfim ninguém quer, o corpo para de se segurar, porque ele sabe fazer isso melhor do que você imagina.
Descansar é um luxo porque quase ninguém consegue comprar.
Gente no auge, que quer um tempo para si. Construídas a partir do que mais chega à porta. Não são depoimentos, e nunca vão ser: ninguém que passa por aqui tem a história contada, nem com iniciais. É exatamente por isso que as pessoas vêm.
Você decide o dia inteiro, onde o erro não tem volta, e é muito boa nisso. O que ninguém sabe é que o melhor momento da sua semana é o trajeto de carro, sem ninguém. Aqui, por algumas horas, não existe nada para decidir.
Quem decideA casa impecável, a família chegando no domingo, você dizendo que está tudo bem. E está. Só que o silêncio depois que o último carro sai da garagem ficou maior. Ninguém aqui vai te pedir para superar nada.
Quem ficaMuita gente dependendo de uma decisão sua, e você carrega com tanta firmeza que já nem sente o peso. Até deitar e notar que o corpo continua de plantão. Ele sabe sair do plantão. Só precisa de alguém conduzindo.
Quem carregaVocê conduziu a separação como uma negociação: o escritório certo, os prazos cumpridos, nenhuma linha na imprensa. Por fora, resolvido. Por dentro não existe planilha, e o corpo começa a soltar o que a cabeça já arquivou.
Quem resolveuVocês não brigam. Seria mais simples se brigassem. Aparecem juntos nos jantares e faz tempo que ninguém pergunta nada ao outro. Antes de decidir qualquer coisa sobre os dois, cabe um tempo que seja só seu.
Quem divideNuma carreira em que hesitar é lido como fraqueza, você nunca hesita. E é exatamente por isso que um lugar onde não é preciso ser invulnerável vale tanto.
Quem não hesitaSe você leu uma dessas duas vezes,
foi ela que te leu.
Primeiro, uma escuta de formação psicanalítica. Depois, hipnose conduzida por voz, a portas fechadas, com uma pessoa inteira do outro lado. Não existe nada para consertar. Existe o que você já sabe e ainda não tinha escutado. A hipnose ericksoniana parte de uma ideia simples: você sabe mais do que sabe que sabe. O encontro é o lugar onde isso fala.
O primeiro tem um poder que nenhum outro tem: o corpo ainda não sabe o que vai acontecer, e por isso presta atenção em tudo. É nessa atenção que algo aparece. Às vezes é uma frase. Às vezes um lugar no corpo que você não sabia que estava fechado. Quase sempre, uma clareza que chega antes da explicação.
Você sai sabendo algo sobre você que não sabia que sabia. E, naquela noite, repare em como o corpo deita. O que se mostra no primeiro, os seguintes aprofundam. O que aparece no terceiro eu prefiro não adiantar.
Onde você estiver. Eu levo o que o encontro precisa, que é pouco: a minha voz e uma porta que fecha. Você não atravessa a cidade, não estaciona e não passa por recepção nenhuma.
É o uísque que ia ser tomado sozinho
e acabou sendo tomado com alguém.
O copo é o mesmo. A noite não é. A minha voz vai meio passo à frente, de braço dado, e a cada instante é você quem decide se segue.
A hipnose, sem mistérioVocê sabe exatamente o que vai acontecer antes de acontecer, e é justamente por saber que o corpo solta.
Movimento
O telefone silencia. Ninguém vai bater. A partir daqui o tempo é seu, e mais ninguém tem acesso a ele.
Quinze minutos, no máximo. Só o necessário para eu entender onde o aperto está. O que você não disser não faz falta nenhuma.
Você fecha os olhos e eu conduzo. A respiração alonga, os ombros cedem antes de você perceber, e os pensamentos ficam mais lentos, mais espaçados, mais longe.
Lenta, com água e silêncio. Você sai com o mesmo rosto, e ninguém precisa saber de nada. É essa parte que faz o efeito atravessar a noite.
O corpo obedece a quem ele confia. Inclusive a você.Jovino Oliveira
Numa cidade em que todo mundo que importa conhece todo mundo que importa, o trajeto é o risco. Então o trajeto é meu.
Você não atravessa a cidade.
Eu atravesso.
Hipnólogo desde 2001, com formação em psicanálise. A escuta vem da psicanálise; a condução, da hipnose: pela OMNI, a escola de Gerald Kein, e na linha ericksoniana com a Drª. Sofia Bauer.
Atendo uma pessoa por vez. Não prometo milagre. Prometo presença inteira, porta fechada e um tempo que é seu do começo ao fim.
Para gente comum que quer relaxar depois de uma semana pesada, esquecer uma traição, virar a página de um relacionamento, atravessar uma solidão que não combina com a agenda, ou passar um tempo sem ser a pessoa de quem todo mundo precisa. Nenhum desses motivos precisa ser explicado, e nenhum deles é pequeno demais.
Não. Você escuta tudo, entende tudo e lembra de tudo. Hipnose é atenção concentrada com relaxamento profundo: não é sono e não é desmaio. Você pode abrir os olhos e encerrar quando quiser.
Todo mundo chega achando isso. Não é força de vontade que faz o corpo soltar, é segurança, e o meu trabalho é construir essa segurança nos primeiros minutos. Se num encontro nada acontecer, a gente conversa com franqueza sobre seguir ou não.
É comum sair mais leve e dormir diferente naquela noite. Mas o que costuma ficar é outra coisa: uma clareza que chega antes da explicação. Nada aqui promete resolver em um encontro o que levou anos para se formar. O primeiro revela; os seguintes aprofundam. Você marca o próximo quando fizer sentido.
R$ 1.500 por encontro, de duas a três horas, onde você estiver, com o deslocamento incluído. O valor é fechado antes e nada é cobrado depois. Não existe pacote.
Só se você contar. Não há lista e não há registro público. Eu respondo apenas pelo canal que você escolher no formulário, e nada chega por outro caminho.
Um encontro de hipnose. Atenção concentrada, uma voz conduzindo, uma porta fechada. Não tem ficha, não tem diagnóstico, não tem tarefa para casa. Tem o que você já sabe e ainda não tinha escutado.
Preencha e eu respondo pessoalmente, pelo canal que você escolher, com os horários que ainda estão abertos. Sem equipe intermediária, sem cadastro em nada.
Você já leu até aqui.
O resto, o corpo entende sozinho.
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